RAY LEMA quintet novo disco “HEADBUG”

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RAY LEMA Novo Álbum em quinteto  « HEADBUG »
Lançamento dia 22 de abril de 2016 ( One drop / rue Stendhal)
Ao vivo dia 26 de maio  no festival Jazz à Saint-Germain-des-Près em Paris

Featuring : Ray Lema, Etienne Mbappe , Nicolas Viccaro , Iving Acao ,
Sylvain Gontard .  Convidado especial : Manu Dibango

Ray Lema "Headbug"« Jazz não é música, é uma atitude »  é uma frase de Miles Davis que Ray Lema toma para si porque corresponde à maneira com que encara a prática do jazz. Ray Lema não se considera um músico de jazz e prefere destacar seu trabalho como compositor de escrita singular através da prática de um jazz pessoal e desenvolto, sem imitar o jazz americano. Uma música transportada pelo espírito de grupo, onde a fraternidade e compreensão estão a serviço de um discurso criativo e imaginativo. Um grupo coeso onde cada músico está a escuta do outro e a tocar uns com os outros, em todos os sentidos do termo. Uma tribo unida, onde o baixo e a bateria constroem os alicerces, o piano os ornamentos indispensáveis e onde o saxofone e trompete interpretam cantos cativantes em contraponto. Uma formação onde a música flui livremente, mas numa direção específica guiada pela energia do groove, pelo sentido melódico e por uma pesquisa harmônica sutil. São composições originais escritas para um quinteto excepcional e multicultural, quatro anos após um primeiro teste bem-sucedido (“VSNP”), que reaparece com força e impacto na cena dos grandes do jazz.
Se “Headbug” significa ” Nó na cabeça”, não é para descrever inteiramente este álbum fluido, claro e muito bem construído mas tão somente a faixa-título que abre o disco, na qual Ray Lema realmente teve uma certa “dor de cabeça” para encontrar uma estrutura harmônica coerente e eficaz que colocasse em voga esse tema com groove particularmente dinâmico e abundante. Uma introdução exemplar que se estende ao longo deste álbum rico e variado, onde o Afrobeat irresistivelmente dançante dá lugar a melodias bonitas como nas baladas sensíveis e melancólicas Naab e Ulagaresh. Um jazz africano conduzido por ritmos acrobáticos, que flerta com o Brasil através de uma versão original de “Samba De Uma Nota Só” de Tom Jobim e uma composição fora do comum, “Mira”, onde funk e samba se misturam. Um jazz denso e multiface que consegue casar ritmo afro-cubano e canção francesa (Mon bel Amour) e fazer uma bela homenagem ao primogênito, ao irmão mais velho, o marabu da música africana: Sr. Manu Dibango, impressionante (e inesperado) tocando marimba em “No Hiding“.

Headbugimpulsiona o jazz francês para fora da trilha conhecida, em direção às orlas de formas e cores musicais raramente exploradas, numa viagem por paisagens ricas e exuberantes, onde a energia anda de mãos dadas com a poesia no melhor dos dois mundos.  (Lionel Eskenazi)

Assessoria de Imprensa : SOPHIE LOUVET : +33 (0)6 84 40 61 51 :  louvetso@wanadoo.fr

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Laurent de Wilde e Ray Lema – 2 Pianos

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Quando se encontraram pela primeira vez em 1991 em um programa de televisão, uma chama se acendeu entre Ray Lema e Laurent de Wilde que vinte e cinco anos de carreiras respectivas mantiveram intacta. Durante todos esses anos cada um seguiu o seu caminho em projetos variados e intensos: jazz, coral, funk, musica do mundo, eletro, slam, música sinfónica, solo, trio, quinteto, quarteto de cordas, big band: os dois pianistas ávidos por novidades apuraram incansavelmente seções inteiras de música com uma curiosidade e um gosto pelo risco inalteráveis.  Sem dúvida valeu a pena ter esperado esses vinte e cinco anos para que o impulso inicial se transformasse em um projeto comum que está sendo realizado agora. Dois pianos, uma voz e mil idéias coletadas durante suas peripécias.

Aqueles que esperam uma batalha de virtuosos e um choque entre dois mundos se decepcionarão; é sobretudo uma questão de música e partilha. Sim, existe África em Ray Lema e Jazz em Laurent de Wilde, mas há também o desejo de quebrar barreiras e seguir as emoções onde elas ainda são verdadeiras, além de gêneros e capelas.

O repertório escolhido pelos dois é o ponto de encontro. Tocados, batidos e acariciados os pianos cantam em alternância; sempre líricos, jamais prolixos. Ray canta em algumas faixas e leva o duo em direção a melodias seculares onde os sons sempre tocam a nossa alma.

Mais do que uma reunião, esse projeto é uma viagem.

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Press release : Ray Lema Quintet “V.S.N.P – Very Special New Production”

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Press release : Ray Lema Quintet “V.S.N.P – Very Special New Production”

Lançamento em Janeiro de  2013

09 novos títulos para este quinteto  composto de excelentes músicos, companheiros de estrada de Ray Lema, alguns por muitos anos.

Etienne Mbappe no baixo faz o papel de mestre tambor na tradição  musical da África Central, ele compartilha o « Verbo » com Ray Lema cujo piano melódico e sob domínio acalma ou provoca o fogo e  a potência do jovem Nicolas Viccaro na bateria que acompanha e destaca os cantos dos dois metais, Irving Acao no  sax tenor e Sylvain Gontard na trompeta.

O quinteto é o fruto de um longo processo de reflexão empenhado há algum tempo na carreira musical de Ray Lema. Após o solo e o trio ele chegou a experimentar o quarteto (com Irving Acao sax) para alguns concertos nos Camarões, logo sentiu-se a necessidade de adicionar a trompeta do Sylvain Gontard. 

No início de outubro de 2012, os cinco músicos encontraram-se em estúdio para gravar as novas composições de Ray Lema.

A magia estava presente e o álbum foi gravado aos vivos, com bom humor e alegria de tocar juntos, que se percebe ao longo  do álbum.

4 títulos são dedicados às pessoas especiais para Ray Lema: Fela Anikulapo e Herbie Hancock, ambos fontes de inspiração, a amiga “que é o orgulho da África”, a ensaísta do Mali, Aminata Traoré, e, finalmente para seu  tio Etienne NKAZI da aldeia de Ntimansi na RDC, que morreu em fevereiro de 2010 na idade de 129 anos (cuja vida é parcialmente contada no livro “Congo”  de David Van Reybrouck).

Utilizando a linguagem do jazz que dá a essa maravilhosa liberdade de expressão para os músicos, Ray Lema Quintet-VSNP é um grupo de um novo gênero, misturando as sutilezas harmônicas da música ocidental aos sabores bem temperadas da África.

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Ray LEMA Kongos Trio Concertos em Londres e Coimbra (Pt)

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Ray LEMA Kongos Trio Concertos em Londres e Coimbra (Pt)

Para os amigos inglêses de Londres e os amigos do lado de Coimbra no Portugal , eu estarei tocando com meu Kongos Trio na semana que vem !  Com Emile Biayenda na  bateria e  Francky Moulet no baixo, um repertório 100% Bakongo !

Em Londres, o concerto será  na Sala de Purcell dia 21 de novembro ás 19h45 e em Coimbra no Teatro Gil Vicente Academico  ás 21 horas no dia  23 de novembro

Vai ser quente !!!!

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Novo álbum Ray LEMA Quinteto “V.S.N.P- Very Special Production”

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Novo álbum Ray  LEMA Quinteto “V.S.N.P- Very Special Production”  

  Aqui estou, apenas saindo do estúdio de gravação do meu próximo disco depois de uma semana de momentos intensos e mágicos com meus músicos, companheiros fiéis de estrada, desta vez embarcados  num quinteto  “infernal”, com o grande Etienne Mbappe no baixo, com quem tenho a honra e o imenso prazer de tocar há muitos anos, o jovem e muito talentoso Nicolas Viccaro na bateria, “meus” dois sopros fantásticos, Irving Acao no sax e Sylvain Gontard na trompete  já parceiros na aventura do “Saka Saka”.

“V.S.N.P- Very Special New Production “, é uma homenagem ao lendário quinteto “VSOP, The Quintet” , que tinha em seu tempo, revolucionado o mundo do jazz. Mais modestamente, gostaríamos apenas colocar a nossa pequena pedra no edifício do Jazz, com a nossa “New Production” , trazendo  um toque de sensibilidade da África.

Nós gravamos no estúdio, ao vivo, para preservar a magia, a liberdade e a alegria de tocar juntos. Eu só espero que vocês gostem de ouvir o resultado  tanto como nós curtimos tocar e gravar para vocês.

Mas, vocês vão ter que esperar um pouco… o disco só deverá se encontrar nas lojas final de janeiro … mas certamente antes disso, vocês poderão  escutar de antemão uma música ou outra no meu website.

 

 

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Ouro Preto – Brasil

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Ouro Preto – Brasil

Em agosto de 2011, fui fazer shows em duo com meu amigo Chico César em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Depois, com alguns amigos, fomos para Ouro Preto, localizada a cerca de 1hora 30 da capital. Eu, particularmente, queria ir, porque eu sabia que a área muito rica em seu tempo por causa das minas contidas no subsolo, também foi um grande polo do comércio de escravos no Brasil, originários principalmente da região de antigo Reino do Kongo. Poucas pessoas sabem disso, porque estamos falando de modo mais geral dos iorubás que também habitavam o Brasil, mas  a Bacia do Congo,  também tem contribuído fortemente e, infelizmente, á formação do povo do Brasil.

Eu fiquei profundamente comovido ao andar pela  cidade, entrar na mina do Chico Rei (eu só visitei essa Mina…) onde sofreram e morreram tantos seres humanos em condições totalmente desumanas . As casas da cidade são muito bonitas e as igrejas, resplandecentes e cobertas com ouro, também demonstram a capacidade dos seres humanos de inventar e criar coisas belas. Mas eu não posso olhar para estas casas tãzo lindas e ignorar o fato que, nos porões destes edifícios estavam parqueados e acorrentados nesses lugares insalubres e superlotados, aqueles mesmo que realizaram a construção destas obras de arte barroco, agora classificados como “Património Mundial da Humanidade”

O que me impressiona particularmente, além da vergonha que é a escravidão, qualquer que sejam os povos atingidos, é a amnésia geral que seguiu,  nos dois Congos,  a respeitos desses brasileiros que são verdadeiros parentes, e que por sua parte estão sempre em busca de suas raízes.

Fiquei chocado ao ver que até hoje, não há absolutamente nenhuma homenagem, nenhuma menção das centenas e centenas de milhares de pessoas que sofreram e morreram, submetidas por outras pessoas.

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Sessões de trabalho com Fredy Massamba

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Sessões de trabalho com Fredy Massamba

Um pequeno tira-gosto em vídeo ! A primeira sessão de trabalho do meu duo com Fredy Massamba acabou de terminar. Uma semana inteira, muito emocionante! Eu acho que o trabalho que iremos apresentar em setembro nos concertos vai ser surpreendente e de qualidade ! É um verdadeiro prazer trabalhar com Fredy, ele é um ótimo parceiro, com um voz magnifica , ele possui um background musical que lhe permite navegar alegremente entre as músicas e ritmos tradicionais, gospel, hip hop, soul…. um irmão mais novo que eu estou muito feliz por ter finalmente encontrado !

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1.2 com Ray Lema “Eu realmente acho que precisamos destacar o problema cultural na África”

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1.2 com Ray Lema “Eu realmente acho que precisamos destacar o problema cultural na África”

Em 2006, Ray Lema re-encontrou dois de seus ex-companheiros : Etienne Mbappe e Francis Lassus. O encontro acaba dando um novo álbum chamado “Paradox”. Tivemos o prazer de saborear suas notas nômades durante um concerto no  Instituto Cultural Francês em Douala. Foi no 25 de maio durante o Festival Nacional “Scène d’Ebène” (Palco de Marfim). No microfone, o artista revela seus segredos ainda sob a influência da emoção…

 no palco !

1-www.kulturoskope.com: Você está satisfeito com a sua estadia nos Camarões, Ray Lema ?

Ray Lema: Na verdade isso é algo que eu estou tentando dizer desde que eu estou aqui ! Em nossa África, Camarões é o primeiro país africano abaixo do Saara, onde as pessoas sabem como ouvir boa música instrumental moderna. É surpreendente para mim e eu gostaria de voltar mais vezes aqui, porque precisamos de pessoas que sabem ouvir. Você viu no final do concerto, eu falei sobre “a música que ataca tíbia” ! Eu também sei tocar essa música, mas um continente inteiro não colocar sua base cultural  somente sobre essa  música !!!

2 www.kulturoskope.com : O que seria a crítica  musical que você realmente teria sobre a África?

Ray Lema: A crítica que faria desta situação é que na África,  os instrumentistas estão escondidos atrás dos cantores que todos querem ser estrelas, então  preferem direcionar a música para “atacar as tíbias” e o continente inteiro é forçado a andar atrás deles …Temos um problema com os nossos quadris !

 

com Irvin Acao no sax e Etienne Mbappe no baixo!!!

3-www.kulturoskope.com : Rumba, salsa, bossa nova … Alguns poderiam descrever sua identidade musical como nómade e  você , como chamaria sua música?

Ray Lema: Você sabe, eu sou o tipo de músico que não tem identidade fixa. Já produzi pessoas que tocam rumba, reggae e todo tipo de música. Mas eu ficaria terrivelmente aborrecido se eu só tiver que tocar  ‘doum tcak, doum tchak ” durante uma hora! Eu poderia dormir no meio do caminho. Então, como eu gosto de reggae; Eu posso tocar reggae como eu posso também tocar o rítmo daqui, o “assiko”. Eu sigo meu coração e eu gostaria que a África também começasse a seguir seu coração. Sabe que só nos Camarões existem mais de 200 grupos étnicos diferentes ? e vão só tocar e ouvir o “bikutsi”  porque este esta no comando dos outros? De manhã para a  noite, “tac, tac, tac, tac” o mesmo som … Fala sério ! Eu acho que temos que viver !

4 www.kulturoskope.com: E se contasse para nós um pouco sobre seus projetos com a UNESCO?

Ray Lema: Ah ! tem que dizer que de uns tempos para cá eu brigo muito (risos). Eu realmente acho que é preciso destacar o problema cultural na  África. No Ocidente, diz-se que nosso problema é econômico; Eu acho que é mais estrutural. Então, meu plano é levar as pessoas a amar a música tradicional. Eu já motivei pessoas para là e para cá para transcrever essas músicas em  partituras de modo que elas ficariam a disposição para as crianças nas escolas. Eles devem começar por entender essas músicas desde pequeno. Assim, uma criança nos Camarões poderá encontrar em sua mesa a música dos Beti, dos Duala, dos Bassa, dos Bamileke e de todas as outras etnias e línguas e de repente teremos uma geração que não será dividida. Todas essas coisas farão parte da sua própria cultura. É isso, resumindo este difícil projeto para o qual nos aproximamos da UNESCO, infelizmente, a UNESCO só dá apoio  para  Estados. Eu sou somente um indivíduo, e me responderam que o pedido tinha que vir da iniciativa de um Governo de  Estado.  Veja só !

Entrevista realizada por Fidèle Ntoogue

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Ray Lema, um mundo inteiro !

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Ray Lema, um mundo inteiro !

O mítico músico congolês  se apresentou sábado no palco do ICF (Instituto Cultural Francês) em Douala.

Instituto Francês dos Camarões, antena de Douala, 26 de maio de 2012.

É um pouco mais de 20 horas e o sonho de muitos espectadores vai se tornar realidade, finalmente, ver no palco em carne e osso, Ray Lema, filho da República Democrática do Congo, um cidadão global. Graças à iniciativa do Festival de Teatro e World Music “Scène d’Ébène” , o músico, pela primeira vez, coloca os pés nos Camarões. Ele esta em Douala, depois de dois concertos em Yaounde, é a terceira etapa do artista que tem uma abundante discografia , quase 20 discos, sem contar as numerosas colaborações.

Douala é uma cidade especial para ele, e ele conta isso para o público. Ele viveu e imaginou em primeiro lugar a cidade através dos olhos e os sons de Manu Dibango , com quem ele estava na estrada e compartiu três anos o placo em duo, e hoje com o baixista Etienne Mbappe, no palco com ele esta noite. Para completar a banda estão no palco do ICF, o saxofonista cubano Irving Acao e o baterista francês Nicolas Viccaro.

Um quarteto multicultural que conta bem a história do Ray Lema, numa perpétua jornada, nascido  num trem, à vontade em todos os registos e em todos os exercícios vocais. De uma extremidade do mundo para a outra. Para este show,  ele escolheu ser  pianista, ele que também é guitarrista e percussionista. E o começo do concerto se passa de comentário e de vozes. Apenas um instrumental que leva os acentos de uma balada rumba . Com seus dedos ágeis e conhecedores, o autor de “99” desperta  “Kinshasa  a Bela” da sua juventude. Ao longo do show os dedos nas teclas do piano, de acordo com os solos e diálogos com os outros instrumentos, se imergem na música popular, no swing, no bebop, no  blues mandingo, com músicas tintadas da  cor do sol dos Caríbes , criando uma atmosfera de carnaval crioulo com sons latinos… Oura viagem ao redor do mundo seguindo a sua voz, sob controle, embora marcada as vezes do jeito característico da pegada dos crooners da rumba, mas tendo entonações  felizes de um poeta de jazz, de um griot da África do Oeste ou de um cantor de bluegrass do Sul dos Estados Unidos.

A turnê também foi na discografia do artista que passeou a audiência de um álbum para outro, entre o “Ali Farka”, “Paradox”, “StopTime”, “Ata’Ndele”, “Yalelo” “Yolele”, “São Tomé”, “Nalelela”, “Jamais Kolonga”, “Lusala”, “Souira”… Homenagens aos amigos artistas falecidos, mas também para a sua terra,  a qual entre duas notas, ele dedicou  seus pensamentos. Suaves sonoridades, nunca agressivas, que foram capazes de encontrar o acorde perfeito com o público manifestando sua alegria por aplausos e gritos, feliz de ver um show à altura da lenda viva, Ray Lema.

Rita Diba

Camarões Tribune em 29 de maio de 2012

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“Scène d’Ébène” – Edição 8: um incrível concerto de Ray Lema no IFC em Yaounde

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“Scène d’Ébène” – Edição 8 : um incrível concerto de Ray Lema no IFC em Yaounde 

O lendário pianista africano Ray Lema  ofereceu para uma multidão um espetáculo fenomenal  no  IFC (Instituto Francês Cultural)  de Yaounde  na sexta-feira, 25 maio, 2012.

Inesquecível ! E a palavra é fraca !  o  pianista nascido congolês Ray Lema encheu de alegria os fãs vindos de todo a capital, para ver e ouvir o trabalho dele. Mais do que um músico com um talento imensurável, Ray até esse dia era percebido como um mito pela maioria dos espectadores da sexta-feira na sala de concertos do Instituto Francês de Yaounde. E se eles foram capazes de viver este momento mágico, é em parte graças a este jovem camaronese, que através do seu festival “Scène d’Ebène”, trabalha para a promoção da nossa cultura, e é ninguém menos que Tony Mefe.
Anunciado ás 20 horas, é  timidamente que o público veio chegando. Um fato que despertou o descontentamento de alguns: “Tem Ray Lema tocando e só veio isso de gente ?…Camaroneses realmente não sabem nada de música de verdade … “, uma senhora resmungava  à nossa esquerda. O que aconteceu ?  Foi a comunicação que  tem sido mal administrada ? Ou talvez o público se tornou hostil e decidiu boicotar a música “boa” em favor da chamada “dos quadris”, como tão bem disse o próprio Ray ? 
Depois de trinta e cinco minutos de atraso, as portas estão fechadas mas, felizmente, finalmente chega o público pouco a pouco ; Roblack (o apresentador do show) pode então, apresentar Ray Lema e sua super banda no microfone que terá a difícil tarefa não só de acompanhar este monumento da World Music, mas também de satisfazer um público que virou muito exigente no decorrer do tempo.
A banda é composta de : o jovem e muito promissor Irving Acao Sierra  (Cuba) no saxofone, o incomparável  baixista  de luvas pretas Etienne Mbappe dos Camarões, e um jovem francês, Nicolas Vicarro na bateria.
Ovação de pé para o grande Ray Lema quando faz a sua entrada no palco, muito descontraído e com bom humor que se conhece dele. A viagem pode começar, e lançando um olhar rápido para trás, vemos  que a sala finalmente encheu de pessoas.
O quarteto tira gritos e aplausos de um público cativado e conquistado; mas isso é só o começo …
A atmosfera atingiu o pico quando chegou ao momento onde todos  se jogaram numa demonstração pessoal da sua genialidade e maestria do seu instrumento para uma audiência que exulta. Até o próprio Ray não se aguenta  parado no banco do piano…
Várias faixas de seu mais recente álbum “99” serão tocadas e cortadas, ocasionalmente, de pausas para nos contar uma anedota ou algumas explicações relativas a sua carreira.
Depois de quase duas horas de performances, o público ainda queria mais. “Mais uma para a estrada … como se costuma dizer, no final Ray Lema convida seus parceiros a seu lado, para se despedir juntos, um adeus a esse público maravilhoso e que ele demostra com uma expressão de gratidão.
Encontramos o Ray Lema  mais tarde com seus muitos fãs no saguão para dar autógrafos e algumas fotos pelo caminho; mas o pianista não terá tempo para respirar, a banda deve se apresentar também no IFC de Douala no dia seguinte.

CulturEbene.com com Darysh – 27.05.2012

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Homo economicus mediocris

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… “Em quase todos os lugares, mas infelizmente ainda mais com a gente, nas repúblicas ocidentais, onde dois ou três séculos de desenvolvimento de capitalismo comercial, industrial e financeiro, coroado por uma União Europeia  ultra-liberal, criaram um mediocris homo economicus para quem o senso pessoal e coletivo se resume agora em vasculhar os mercados financeiros e, portanto, mantém  de uma geração para a próxima, a obsessão de crescer e enriquecer-se por todos os meios. É o grau em que cada um é capaz de atingir o sua frenesi  de consumo  que tornou-se o critério principal de classificação social. O que é vergonhoso não é nem vice  nem crime, mas  é não ser capaz de ocupar um lugar no mercado particular, entre os ricos, ou seja, aqueles que têm dinheiro suficiente ( independentemente da sua origem) para comprar mais do que outros, isso refletindo hoje a maior honra.”

O Sarkophage (mars/19-17 de maio, 2012) – excerto do texto de Alain Accardo e Gerard Loustalet Sense: “Sarkozyism: um registro duplo de falência”

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