Still Point

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No ponto morto do mundo em rotação. Nem carne nem espírito; Nem ‘de’ nem ‘para’; no ponto morto, aí está a dança, Mas nem paragem nem movimento. E não se chame a isso fixidez, Onde o passado e o futuro se reúnem. Nem movimento ‘de’ nem ‘para’, Nem ascensâo nem declínio. Se não fosse o ponto, o ponto morto,                                       Não haveria dança, e há só a dança.”                                                                             Extrato de « Four Quartets – Burnt Norton »  de  T.S Eliot

Este ponto de descanso (de repouso, de equilíbrio), como TS Eliot chama de “Still Point” em Inglês, tem um significado especial para um músico originário da África Central como eu. Ele expressa perfeitamente o estado de transe presente em nossa música tradicional.

Situado fora do tempo e espaço, ele é o momento presente (ele é o agora), o ponto de equilíbrio frágil constantemente renovado para manter uma aparente imobilidade em sua simplicidade e transparência; fruto do conhecimento rítmico extremamente sofisticado que possuem os antigos mestres.

Como um equilibrista na intersecção entre a horizontalidade das rodas de ritmos africanos e a verticalidade da harmonia ocidental, as composições que criei para o quarteto de cordas buscam este ponto específico, onde as almas livradas da tagarelice incessante da mente se encontram no presente da música, apenas a música.

Imagens gravadas ao vivo com o Ensemble Des Équilibres, França outubro 2015.

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